taap.digitalferramentas para engenharia de redes

Redação Grupo TAAP

Fontes

As referências primárias por trás das calculadoras, dos guias e do Radar: RFCs da IETF, padrões IEEE, recomendações da UIT, normas de cabeamento e as fontes de notícias que o Radar acompanha. Cada link foi conferido em 14 de outubro de 2026.

Endereçamento IPv4, sub-redes e CIDR

FontePara que usamos
RFC 791 — Internet ProtocolIETF (setembro de 1981)Especificação do IPv4: endereço de 32 bits e cabeçalho. Base do conversor de IP para binário e da calculadora de sub-rede.
RFC 950 — Internet Standard Subnetting ProcedureIETF (agosto de 1985)Define a máscara de sub-rede e a divisão do endereço em rede, sub-rede e host. Base das contas de rede e broadcast.
RFC 1878 — Variable Length Subnet Table For IPv4IETF (dezembro de 1995, hoje histórica)Tabela de máscaras, tamanhos de bloco e hosts por prefixo. Registra como obsoleta a prática de descartar a primeira e a última sub-rede.
RFC 1518 — An Architecture for IP Address Allocation with CIDRIETF (setembro de 1993)Arquitetura original de alocação de endereços com CIDR. Contexto histórico da sumarização de rotas.
RFC 1519 — Classless Inter-Domain Routing (CIDR)IETF (setembro de 1993, substituída pela RFC 4632)Primeira especificação do CIDR. Citada só como histórico; a referência vigente é a RFC 4632.
RFC 4632 — Classless Inter-domain Routing (CIDR): The Internet Address Assignment and Aggregation PlanIETF, BCP 122 (agosto de 2006)Roteamento sem classes e agregação de prefixos. Base da sumarização de rotas, da faixa de IP para CIDR e da notação /n em todas as ferramentas.
RFC 1918 — Address Allocation for Private InternetsIETF, BCP 5 (fevereiro de 1996)Faixas privadas 10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16. A calculadora de sub-rede usa para classificar o endereço como privado.
RFC 3021 — Using 31-Bit Prefixes on IPv4 Point-to-Point LinksIETF (dezembro de 2000)Uso de /31 em enlaces ponto a ponto, com os dois endereços como hosts. Explica por que /31 e /32 não descontam rede e broadcast.
RFC 6598 — IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address SpaceIETF, BCP 153 (abril de 2012)Bloco 100.64.0.0/10 para CGNAT, distinto da RFC 1918. A calculadora de sub-rede classifica esses endereços como CGNAT.
RFC 1812 — Requirements for IP Version 4 RoutersIETF (junho de 1995)Regra do prefixo mais longo (longest match) na escolha da rota. Usada no guia de sumarização entre filiais.
RFC 5737 — IPv4 Address Blocks Reserved for DocumentationIETF (janeiro de 2010)Blocos 192.0.2.0/24, 198.51.100.0/24 e 203.0.113.0/24 reservados para exemplos. Usados nos guias com endereços públicos de exemplo.
Configure IP Access ListsCisco (documentação de suporte)Wildcard como 255.255.255.255 menos a máscara, palavras host e any e negação implícita no fim da ACL. Base do guia de wildcard em ACL.
Creating an IP Access List and Applying It to an InterfaceCisco (guia de configuração do IOS 12.4)Avaliação da ACL de cima para baixo, com parada na primeira linha que casa.

IPv6

FontePara que usamos
RFC 4291 — IP Version 6 Addressing ArchitectureIETF (fevereiro de 2006)Arquitetura de endereços IPv6: 128 bits, tipos de endereço e identificador de interface de 64 bits. Base da calculadora IPv6.
RFC 5952 — A Recommendation for IPv6 Address Text RepresentationIETF (agosto de 2010)Forma canônica de escrever IPv6: sem zeros à esquerda, :: na maior sequência de zeros, letras minúsculas. A calculadora IPv6 segue essa regra.
RFC 3849 — IPv6 Address Prefix Reserved for DocumentationIETF (julho de 2004)Prefixo 2001:db8::/32 reservado para documentação, usado nos guias de IPv6.
RFC 6177 — IPv6 Address Assignment to End SitesIETF, BCP 157 (março de 2011)Deixa de recomendar o /48 como tamanho único para todo site e mantém o princípio de dar espaço de sobra, mais que um único /64.
RFC 7421 — Analysis of the 64-bit Boundary in IPv6 AddressingIETF (janeiro de 2015)Por que as sub-redes de hosts ficam em /64 e a dependência da autoconfiguração (SLAAC) dessa fronteira.
RFC 6164 — Using 127-Bit IPv6 Prefixes on Inter-Router LinksIETF (abril de 2011)Uso de /127 em enlaces ponto a ponto entre roteadores, o equivalente IPv6 do /31.
RFC 3596 — DNS Extensions to Support IP Version 6IETF (outubro de 2003)Zona reversa ip6.arpa com um rótulo por dígito hexadecimal. Motivo técnico para planos alinhados em 4 bits.
RFC 8415 — Dynamic Host Configuration Protocol for IPv6 (DHCPv6)IETF (novembro de 2018)Delegação de prefixo (IA_PD) do provedor para o roteador do cliente, com tempos de vida preferido e válido.

TCP e desempenho

FontePara que usamos
RFC 7323 — TCP Extensions for High PerformanceIETF (setembro de 2014)Opção window scale: deslocamento máximo de 14 e janela de até cerca de 1 GiB. Base da calculadora de BDP e janela TCP.
RFC 6349 — Framework for TCP Throughput TestingIETF (agosto de 2011)Define o produto banda × atraso (BDP) como capacidade do enlace multiplicada pelo atraso fim a fim.
The Macroscopic Behavior of the TCP Congestion Avoidance AlgorithmMathis, Semke, Mahdavi e Ott, ACM SIGCOMM CCR (1997)Modelo do teto de vazão de uma conexão TCP com perda (MSS/RTT × C/√p), usado no campo de perda da calculadora de BDP.
Deprecating The TCP Macroscopic ModelMathis e Mahdavi, ACM SIGCOMM CCR (outubro de 2019)Os autores do modelo explicam por que ele perde validade com controles de congestionamento como o BBR. Usado nas limitações da metodologia.
ITU-T G.114 — One-way transmission timeUITValor de planejamento de 5 µs/km para o atraso em sistemas de fibra óptica, usado na comparação entre fibra e satélite.
SI — Defining constantsBIPMVelocidade da luz no vácuo, 299 792 458 m/s, valor exato por definição. Base da conta do atraso mínimo de satélites.
WMDR — Geostationary orbit rangeOrganização Meteorológica Mundial (OMM)Altitude da órbita geoestacionária, cerca de 35 786 km, usada no piso de atraso do satélite geoestacionário.

Power over Ethernet (PoE)

FontePara que usamos
IEEE 802.3af-2003 — DTE Power via MDIIEEE Standards AssociationPrimeiro padrão PoE (Tipo 1, classes 0 a 3).
IEEE 802.3at-2009 — DTE Power via MDI Enhancements (PoE+)IEEE Standards AssociationPoE+ (Tipo 2, classe 4), com potência mais alta por porta.
IEEE 802.3bt-2018 — Power over Ethernet over 4 pairsIEEE Standards AssociationTipos 3 e 4 e classes 5 a 8, usando os quatro pares do cabo.
Overview of 802.3bt — Power over Ethernet standardEthernet Alliance (2019)Tabela de potência por classe no switch (4, 7, 15,4, 30, 45, 60, 75 e 90 W) e no equipamento (até 71,3 W na classe 8). Valores usados na calculadora de orçamento PoE.
Introduction to IEEE Std 802.3bt-2018 dual-signature PDsEthernet Alliance (2019)Aparelhos de assinatura simples e dupla: circuitos de detecção e classificação e limite de 71,3 W (2 × 35,6 W) no Tipo 4.
IEEE 802.11 Working GroupIEEE 802Situação do IEEE 802.11be (a base do Wi-Fi 7), aprovado em setembro de 2024. Contexto do guia de PoE para access points.

Fibra óptica

FontePara que usamos
ITU-T G.652 — Characteristics of a single-mode optical fibre and cableUIT (edição de agosto de 2024)Define a fibra monomodo padrão, otimizada perto de 1310 nm e usada também em 1550 nm. Referência do tipo de fibra da calculadora.
ANSI/TIA-568.3-D — Optical Fiber Cabling and Components StandardTIA (2016; texto vendido pela TIA)Norma de cabeamento óptico de onde vêm os valores máximos de projeto para conectores, emendas e atenuação.
EIA/TIA 568 for fiber optics (resumo)The Fiber Optic AssociationConferência dos máximos da TIA-568: 0,75 dB por par de conectores, 0,3 dB por emenda, 0,5 dB/km para monomodo externo e 3,5 / 1,5 dB/km para multimodo.
Calculating Fiber Optic Loss BudgetsThe Fiber Optic AssociationMétodo de soma das perdas (fibra, conectores, emendas) e comparação com a margem do equipamento, o mesmo da calculadora de perda em fibra.

Fontes de notícias (Radar)

FontePara que usamos
RFC Editor — RFCs publicadasIETF / RFC EditorNovas RFCs e o que cada uma atualiza ou torna obsoleta. Ponto de partida das notas do Radar sobre protocolos e IPv6.
IETF Announce — lista de anúnciosIETFAnúncios oficiais de publicação de RFCs e decisões do IESG, com data.
IANA — DNSSEC Trust Anchors and RolloversIANAÂncoras de confiança da zona raiz do DNS (key tag, datas de publicação, uso e revogação). Base das notas sobre a chave KSK.
ICANN — Root Zone KSK RolloverICANNCronograma e orientações para operadores de resolvedores durante a troca da chave da raiz.
LACNIC — AnúnciosLACNICComunicados do registro regional da América Latina e Caribe: políticas, recursos IPv4/IPv6 e ASN.
NIC.br — Perfil e notíciasNIC.brEntidade que opera o .br, o IX.br, o CEPTRO.br e o CERT.br; os comunicados oficiais saem em nic.br.
IX.br — Estatísticas de tráfegoNIC.br / IX.brGráficos públicos de tráfego agregado por localidade, usados para conferir picos e recordes.
IPv6.brNIC.br / CEPTRO.brMaterial técnico do CEPTRO.br sobre implantação de IPv6 no Brasil.
CERT.br — Estatística de serviços vulneráveisNIC.br / CERT.brNotificações sobre dispositivos com serviços expostos ou vulneráveis no Brasil, por CVE e por mês.
Anatel — Resoluções de 2026AnatelRegulamentos aprovados pela agência no ano. As decisões e consultas públicas também saem nas notícias da Anatel em gov.br.
Anatel — Consultas sobre Wi-Fi outdoor em 6 GHzAnatel (setembro de 2026)Exemplo de comunicado acompanhado pelo Radar: consultas públicas sobre Wi-Fi de potência padrão e sistemas AFC na faixa de 5.925 a 6.425 MHz.
IEEE 802.3 Ethernet Working GroupIEEE 802Andamento dos projetos de Ethernet (inclusive PoE) e das votações de cada força-tarefa.
IEEE 802.11 Working GroupIEEE 802Andamento dos padrões Wi-Fi (802.11be, 802.11bn e emendas).
IEEE SA — Standards Board ApprovalsIEEE SALista de padrões aprovados em cada reunião do Standards Board, com data.
Ethernet Alliance — Overview of 802.3btEthernet AllianceMaterial técnico da aliança de fabricantes de Ethernet, usado para conferir notícias de PoE.
Wi-Fi Alliance — Press releasesWi-Fi AllianceLançamentos de certificações (Wi-Fi CERTIFIED 7 e seguintes) e posições sobre espectro.
FOA — Calculating Fiber Optic Loss BudgetsThe Fiber Optic AssociationReferência técnica de cabeamento óptico usada para conferir notícias de fibra.
ITU-T — Operational Bulletin nº 1349 (2026)UITO boletim operacional lista as recomendações ITU-T aprovadas a cada edição.
CISA — Known Exploited Vulnerabilities CatalogCISA (EUA)Catálogo de falhas com exploração confirmada, com data de inclusão e prazo para as agências americanas.
cisagov/kev-data — dados do catálogo KEVCISA, no GitHubArquivos JSON e CSV do catálogo KEV; o Radar confere neles o CVE, a data de inclusão e o prazo.
Cisco Security AdvisoriesCisco PSIRTAvisos de segurança da Cisco, com versões afetadas e corrigidas (exemplo: FMC, setembro de 2026).
Juniper — Security Bulletins (JSA)Juniper NetworksBoletins de segurança do Junos (exemplo: BIND no Junos, citado pela CISA em outubro de 2026).
FortiGuard PSIRT — FortiOSFortinetAvisos de segurança do FortiOS e de outros produtos Fortinet, com versões corrigidas.
MikroTik — SecurityMikroTikAvisos de segurança do RouterOS e versões com correção.

Quando uma norma é vendida (caso da TIA-568), indicamos a página oficial e o resumo técnico onde os valores foram conferidos. Como usamos cada valor: metodologia. Os guias trazem, no fim, as fontes usadas em cada texto.